segunda-feira, 2 de março de 2009

Final Gauchão

Nada pode ser mais incompreensível do que um treinador que teima em revogar os seus acertos. Tamanha incoerência não encontra explicação razoável no terreno da lógica. A inconstância e a necessidade pueril de inovar por inovar, reiterando autoridade que ninguém contesta, é comportamento para ser analisado por psicanalistas e não por simples analistas esportivos. Celso Roth é um caso próximo e recorrente de teimosia e falta de coerência.
Já ficou demonstrado, cabalmente, que jogar com um só atacante até pode ser possível, desde que este avante seja jovem, forte, rápido, impetuoso e vocacionado para as soluções individuais, tudo o que Alex Mineiro não é. Celso Roth, caprichosamente, voltou a reincidir no erro que já estava provado e desperdiçou 45 minutos do Gre-Nal no seu fracasso esquema tático de um atacante só.
Não cabe afirmar que o resultado do clássico teria sido outro se Roth tivesse iniciado o Gre-Nal com Jonas e Alex Mineiro. Embora o Grêmio tenha marcado um gol quando a dupla estava em campo, a vitória colorada também se confirmou quando ambos jogavam.
Um treinador deve organizar o seu time de maneira que ele se exponha a mínimos riscos de levar gols e imponha o máximo de riscos aos defensores contrários. Esta última e essencial parte foi esquecida por Roth.
O Grêmio sofreu o primeiro gol quando o time estava formado sob o 3-6-1 e levou o segundo quando já tinha dois atacantes. Estes dois fatos indicam que a vitória colorada seria inevitável, não importando a disposição tática do Grêmio. Porém, o grande e inaceitável pecado de um treinador é não saber tirar o máximo dos seus jogadores. Este é o problema de Roth e outros treinadores: exigir que os seus comandados se submetam às suas idéias, invertendo o processo que recomenda a submissão das idéias táticas às características dos jogadores.
Qualquer torcida se conforma à derrota se o seu time jogar o máximo que pode. Nenhum torcedor, entretanto, admite perder jogando, teoricamente, menos do que é possível. E este é o caso do Grêmio.

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